28 de out de 2011

"Três Homens Baixos", com Francisco Cuoco, estreia no dia 5/11, em SP


Os atores Francisco Cuoco, Anselmo Vasconcelos e Orlando Vieira são os protagonistas dessa nova montagem, que leva a assinatura de Jonas Bloch na direção. Bloch foi um dos atores na primeira versão da peça, em 2001. O texto nasceu do mesmo autor da obra Três Mulheres Altas de Edward Albee, que Beatriz Segall montou no Brasil, em 1995.


Três Homens Baixos é uma comédia de costumes sobre as facetas do universo masculino, revelada a partir do ponto de vista dos personagens Ciro (professor universitário em caracterização impagável de Francisco Cuoco), Samuca (banqueiro de jogo do bicho, interpretado pelo ator Anselmo Vasconcellos) e Titi (publi­citário clichê vivido por Orlando Vieira).

São três amigos de infância, estereótipos masculinos, que se encontram periodicamente para colocar o papo em dia numa mesa de bar. Em um desses encontros, descobrem que os laços de união entre eles vão muito além do que supunham, sendo obrigados a rever seus valores mais arraigados.

O diretor Jonas Bloch explicou que procurou humanizar os personagens e dinamizar as cenas. “Explorei ao máximo o grande talento dos atores e fomos construindo essa nova versão em um clima divertido, ideal para se montar uma comédia”, pontuou.

Cada personagem vive seu próprio drama existencial e se ampara na amizade que, mesmo aos trancos e barrancos, continua forte. Um deles é casado, o outro, divorciado e também tem o infiel.

O enredo revela que, apesar de se co­nhecerem desde garotos, fizeram suas próprias escolhas e agora arcam com as consequências. Os amigos, então, enredam-se nas teias de uma hilária trama melodramática que revela suas intimidades, fraquezas e baixezas. Segredos, até então guardados a sete chaves, vêm à tona a partir desse encontro, para deleite da plateia.

Espelho de contradições - Francisco Cuoco, que integrou a montagem, em 2004, na época interpretando o pu­blicitário Titi, fala com emoção sobre esse trabalho e sobre o teatro. “Quando fiz a peça tive muitos momentos de alegria e de prazer. Isto vai acontecer novamente. Teatro é tudo. O bom e o mau de cada um.

O Deus e o Diabo. Teatro, entre tantas coisas, é um enorme espelho das contradições. A maioria do público vai rir muito e adorar. Alguns, poucos, vão torcer o nariz. Esquecem que verdades e profundidades, preferencialmente, podem e devem ser expressadas com humor.”

O ator (e produtor da peça) Orlando Vieira também é velho conhecido do espetáculo. “Quando participei da primeira montagem, substituindo Herson Capri, lembro-me como se fosse hoje que não conseguíamos dizer todo o texto. Tínhamos que esperar o público parar de rir para continuar a cena. Era uma delícia.”

Anselmo Vasconcelos também tem memórias sobre a peça. “Quando vi, há muitos anos, um anúncio de Três Homens Baixos, fui assistir à peça. Diverti-me sobremaneira com o saudoso Rogério Cardoso, com Jonas Bloch e Flávio Galvão. Quando terminou o espetáculo fiquei com um grande desejo de atuar nele. Hoje estou aqui, muito feliz”, disse.

Com a finalidade de fazer rir, por meio de inúmeros clichês do padrão masculino de comportamento, a peça coloca o espectador diante de um espelho de parque de diversão, que deforma a anatomia e a torna engraçada. Atores e diretor concordam que a função da comédia é fotografar a realidade com uma lente distorcida.

Serviço
Três Homens Baixos.
Estreia: dia 5 de novembro,  às 21 horas.
Local: Teatro Jaraguá, rua Martins Fontes, 71 - Bela Vista, São Paulo.
Telefone: 3255-4380.
Temporada: sexta, às 21h30;  sábado, às 21h; e domingo, às 19 horas.
Até 18 de dezembro.

Nenhum comentário: